As histórias dos Campos dos Goytacazes

Caros,

com grande satisfação inauguro a Coluna Histórias dos Campos dos Goytacazes.

A partir do convite irrecusável de Guilherme Carvalho, utilizarei este espaço em prol da Memória, Identidade e História dos Campos dos Goytacazes e Norte Fluminense.

Quando fixei moradia na Cidade (2009), de imediato iniciei leituras históricas sobre a região.

Fascinantes descobertas!

Do tempo Pré-Colonial, Colonial, Imperial e Republicano.

Passando pelo Goytacá (personagem erradamente taxado como selvagem), Cabo de São Thomé (nomeado a partir de expedição portuguesa de reconhecimento da Costa brasileira, na longínqua data de 21 de Dezembro de 1501), Capitania de São Thomé (Carta de Doação a Pero de Góis da Silveira, assinada por Dom João III, em 28 de Janeiro de 1536), Villa da Rainha (primeira tentativa colonizadora, nas margens do Rio Managé, atual Rio Itabapoana), Villa de Santa Catharina das Mós (segunda tentativa econômica e povoadora de Pero de Góis), Villa de São Salvador dos Campos (criada em 29 de Maio de 1677, por imposição da Coroa à efetivação do tenso Domínio dos Asseca) e a Cidade de Campos dos Goytacazes (elevada em 28 de Março de 1835), conversarei contigo, nobre leitor, sobre fatos econômicos, políticos, sociais e me preocuparei – sempre – a propagação da Cultura dos Campos dos Goytacazes.

Assim, observarás o humano, historicamente esquecido, de modo notório – que, atualmente, compõe o povo, conceitualizado. O escravo e sua riqueza africana, o personagem comum da Colônia que, no Império, participou da indústria, os populares contestadores e incentivadores da República, a juventude brincante da década de 1960 – 1970 e o Pós-Moderno dos fins do Século XX e início do XXI, são alvos ferozes.

Esclareço que a imparcialidade em busca da Verdade histórica é sempre almejada.

Ideologias políticas deixadas de lado em benefício da construção do pensamento crítico comprovam este fato – compreenda que a imparcialidade carrega grande tom parcial (claro!).

Portanto, a Coluna Histórias dos Campos dos Goytacazes visa amplos objetivos; além da História Positivista e Marxista, a Nova História Cultural provocará o choque deselegante (desconstruindo mitos heroicos), questionador e combativo.

Bem-vindo ao espaço compartilhador de conhecimento!

Acompanhem: www.historiasdoscampos.com.br e www.nadacult.blogspot.com

Saudações coloradas!

Cristiano Pluhar.

cristianopluhar@hotmail.com

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Papa aprova mudanças para adiantar Conclave, diz Vaticano

Data do início da votação ainda não foi divulgada.
Legislação original prevê prazo mínimo de 15 dias para início.

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O Papa Bento XVI aprovou as mudanças necessárias na legislação da Igreja Católica para permitir que os cardeais iniciem o Conclave que irá eleger seu sucessor antes do prazo originalmente estipulado, de 15 dias após o ínicio da Sé Vacante, período que começa com a morte ou renúncia de um pontífice, informou o Vaticano nesta segunda-feira (25).

Segundo a Santa Sé, o Papa aprovou um “Motu Proprio” (um documento papal) que introduz algumas modificações sobre o processo de desenvolvimento do próximo Conclave. Bento XVI deixa o comando da Igreja Católica oficialmente às 20h (no horário de Roma; 16h em Brasília) desta quinta-feira (28). Na quarta-feira (27), ele realiza uma audiência geral na Praça São Pedro, na qual são esperadas milhares de pessoas.

Com o decreto, foi concedida aos cardeais a possibilidade de antecipar o início do conclave caso todos estejam presentes no Vaticano. Permanece a possibilidade de adiar o início da votação por até 20 dias após o início da Sé Vacante, caso seja necessário para a chegada dos cardeais.

Para eleger o novo Papa continuará sendo necessário que um dos nomes tenha pelo menos dois terços dos votos.

Deste modo, o Conclave poderá ser iniciado agora antes do dia 15 de março.

O Papa alemão surpreendeu a Igreja e o mundo ao anunciar, em 11 de fevereiro, que iria deixar o cargo no fim do mês, por conta de sua saúde frágil.

As regras atuais do Conclave -encontro em que os cardeais, secretamente, escolhem o novo Papa- foram estabelecidas em 1996 por João Paulo II, antecessor de Bento XVI.

O Conclave para eleger o sucessor de Bento XVI, segundo a Constituição Apostólica, deve começar “entre um mínimo de 15 dias e um máximo de 20” desde que se decrete a chamada “Sé Vacante”, fixada para o próximo 28 de fevereiro às 20h (16h de Brasília), o momento que Bento XVI escolheu para abandonar o Trono de Pedro.

Cardeais de todo o mundo já começaram consultas informais por telefone e e-mail para a construção de um perfil do homem que eles acham que seria mais adequado para liderar a Igreja em um período de crise contínua.

Cerca de 117 cardeais com menos de 80 anos de idade terão o direito de entrar no conclave, que é realizado na Capela Sistina, no Vaticano.

Papa Bento XVI saúda multidão de fiéis presentes neste domingo durante a oração do Ângelus (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)Papa Bento XVI saúda multidão de fiéis presentes neste domingo durante a oração do Ângelus (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)

Receita libera programa para fazer declaração do IR 2013

Programa pode ser ‘baixado’ pelos contribuintes na página do Fisco.
Entrega, porém, poderá ser feita somente a partir das 8h de 1º de março.

receita federal

A Secretaria da Receita Federal liberou, nesta segunda-feira (25), o programa do Imposto de Renda 2013, necessário para realizar a declaração pelos contribuintes. O programa está disponível para download na página do Fisco. O envio da declaração, no entanto, pode ser feito apenas a partir de 1º de março, às 8h.

Neste ano, o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda vai até o dia 30 de abril. Quem perder o prazo está sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74.

A declaração poderá ser enviada pela internet, por meio da utilização do programa de transmissão da Receita Federal (Receitanet), ou via disquete, nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal, durante o seu horário de expediente. A entrega do documento, via formulário, foi extinta em 2010.

Segundo a Receita Federal, estão obrigadas a apresentar a declaração as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 24.556,65 em 2012 (ano-base para a declaração do IR de 2013).

Segundo Joaquim Adir, supervisor nacional do IR, houve poucas modificações no programa do Imposto de Renda deste ano. “Aumentaram um pouco as facilidades. O contribuintes que guardou seu arquivo do ano anterior, vai fazer a importação do programa e receber uma pergunta se quer importar pagamentos efetuados. Aí já aparece, por exemplo, o nome da escola que ele usou no ano anterior e tem só que colocar os valores pagos”, explicou.

O supervisor nacional do IR do Fisco confirmou também que a ficha relativa aos rendimentos está mais “detalhada” neste ano, já que passou a incluir itens como a restituição de imposto sobre a renda de anos anteriores, ganhos líquidos em operações com ouro e em operações de ações negociadas em bolsa, entre outros.

Fonte: http://glo.bo/ZDEmUD

Jennifer Lawrence cai ao subir no palco do Oscar 2013

Aos 22 anos, ela ganhou o prêmio de Melhor Atriz por ‘O lado bom da vida’.
Cerimônia aconteceu na noite deste domingo (24), em Los Angeles.

Jennifer Lawrence cai ao subir no palco do Oscar 2013 (Foto: Chris Pizzello/Invision/AP)Jennifer Lawrence cai ao subir no palco do Oscar 2013 (Foto: Chris Pizzello/Invision/AP)

Ao vencer o primeiro Oscar de Melhor Atriz de sua carreira, pelo filme “O lado bom da vida”, Jennifer Lawrence tropeçou em seu vestido e caiu ao subir no palco da cerimônia. Aos 22 anos, ela era a favorita ao prêmio, que foi entregue na noite deste domingo (24), em Los Angeles. Por conta do incidente, a atriz fez uma piada. “Vocês estão de pé aplaudindo só porque eu caí”, brincou.

Com o papel de uma jovem viúva, que transa com todos os colegas de trabalho para aliviar a depressão e se sente atraída pelo vizinho bipolar, Jennifer Lawrence venceu uma disputa que envolvia a veterana Emmanuelle Riva (“Amor”), a caçula Quvenzhané Wallis (“Indomável Sonhadora”), e as mais maduras Jessica Chastain (“A hora mais escura”) e Naomi Watts (“O impossível”).

Após levar a estatueta de Melhor Atriz e tomar um tombo ao subir no palco, Jennifer Lawrence reage às piadas de fotógrafos alertando-a para ter atenção com os degraus quando ela foi posar para fotos no backstage (Foto: Mike Blake/Reuters)Após levar a estatueta de Melhor Atriz e tomar um tombo ao subir no palco, Jennifer Lawrence reage às piadas de fotógrafos alertando-a para ter atenção com os degraus quando ela foi posar para fotos no backstage (Foto: Mike Blake/Reuters)

Aos 22 anos, ela já tem em seu currículo filmes como “Inverno da alma” (2010), pelo qual disputou com Natalie Portman o Oscar em 2011; os blockbusters “X-Men: Primeira classe” (2011) e “Jogos vorazes” (2012); e comédia romântica “O lado bom da vida”, que também lhe garantiu o Globo de Ouro e o SAG Awards, premiação concedida pelo Sindicato de Atores norte-americano, neste ano.

Jennifer Lawrence (Foto: Divulgação)Jennifer Lawrence em ‘Inverno da alma’
(Foto: Divulgação)

Sua primeira aparição no cinema foi no drama “Vidas que cruzam” (2008), em que interpretou uma versão mais nova de Charlize Theron e contracenou com Kim Basinger. Já o filme independente “Inverno da alma” (2010) lhe deu sua primeira protagonista, diversos prêmios da crítica, como o National Board of Review, e reconhecimento em Hollywood.

No ano seguinte, estrelou “Um novo despertar”, dirigido por Jodie Foster, e “X-Men: Primeira Classe”, como a mutante azul Mystique. Foi durante as filmagens que ela conheceu seu ex-namorado Nicholas Hoult, com quem ficou por dois anos.

Rumores dizem que ela estaria tendo um caso com Bradley Cooper, seu parceiro em “O lado bom da vida”, porém, o próprio ator de 38 anos já desmentiu o boato para a imprensa, afirmando que ele poderia ser pai dela. A química com Cooper deu tão certo que os dois voltarão como um par romântico no filme “Serena”, com estreia prevista para setembro de 2013.

A atriz Jennifer Lawrence, protagonista de "Jogos Vorazes", posa para foto na première mundial do filme nesta segunda-feira (12), em Los Angeles, nos Estados Unidos. Com estreia marcada para o dia 23 deste mês, o longa é considerado por analistas como um  (Foto: Matt Sayles/AP)A atriz Jennifer Lawrence, protagonista de “Jogos Vorazes”, posa para foto na première mundial do filme em Los Angeles, nos Estados Unidos (Foto: Matt Sayles/AP)

Em 2012, protagonizou o filme de terror “A última casa da rua”, em que recebeu péssimas críticas que foram logo esquecidas com o sucesso de “Jogos vorazes”. Adaptação para o cinema da primeira parte da trilogia escrita por Suzanne Collins trouxe a atriz no papel da heroína Katniss Everdeen. O segundo filme da série, “Em chamas”, tem estreia prevista para novembro deste ano.

Para 2014, J-Law deve repetir a parceria com o diretor David O. Russell, de “O lado bom da vida”, em um drama chamado “The ends of the Earth”, sobre um magnata do petróleo que perde tudo após ser pego com a amante, além de voltar como Mystique em “X-Men: Dias de um futuro esquecido”.

Bradley Cooper e Jennifer Lawrence em 'O lado bom da vida' (Foto: Divulgação)Bradley Cooper e Jennifer Lawrence em ‘O lado bom da vida’ (Foto: Divulgação)

Rinha de galos é fechada na Baixada Campista

Aves foram encontradas em gaiolas e um homem foi preso e autuado por maus tratos a animais

Policia em Ação

 

Uma rinha de galos foi fechada na localidade de Baixa Grande, na Baixada Campista, na manhã deste domingo (24/02). Policiais do Serviço Reservado da PM(P/2) e da Guarda Ambiental da Prefeitura apreenderam 37 galos e gaiolas no local.

Um homem foi detido e autuado por maus tratos de animais na 134ª Delegacia Legal do Centro. Os agentes chegaram ao local através de denuncia anônima.

Começam os ensaios para a encenação da Paixão de Cristo

No ano em que completa 31 edições, a “Paixão de Cristo” terá novidades. O Grupo de Teatro Sacro Dom Carlos Alberto Navarro já iniciou o processo de montagem da encenação, que será apresentada no dia 29 de março, às 20h, na Praça São Salvador, com o apoio da Prefeitura de Campos.  Nas próximas semanas, os ensaios serão intensificados.
ensaios para a encenação da Paixão de Cristo

Quando o então Bispo Diocesano de Campos, Dom Carlos Alberto Navarro, teve a ideia de criar o espetáculo, procurou pelo teatrólogo e diretor Orávio de Campos, que, junto dos atores do Teatro Escola de Arte Dramática, montou os três primeiros anos da encenação. Por 14 anos, o saudoso ator e diretor Félix Carneiro assinou a direção do espetáculo, imprimindo sua marca, mantida por seu irmão, Pedro Carneiro, até 2012.

– Este ano a direção ficará a cargo do ator e diretor Pedro Fagundes, que participa do espetáculo desde 1993. A montagem vai focar o martírio de Jesus, com cenas novas e textos, acompanhados pela Campanha da Fraternidade. São 31 anos de um projeto importante, fazendo com que nossa cidade possa se orgulhar de ter um dos mais antigos grupos de teatro sacro do país – comenta o coordenador geral do projeto, Pedro Carneiro.

A Via Sacra campista já recebeu cerca de 7 mil profissionais em suas três décadas de existência. Destacam-se no papel de Jesus, os atores Felício Rizzo, Emílo Lucas, Pedro Carneiro e Matheus Nogueira, que dá vida a Jesus há 11 anos. No papel de Maria, destaque para as atrizes Risete Carneiro, Marisa Almeida, Andréia Souza, Rosangela Queiroz, Dorinha Martins, Eliana Carneiro e Ana Nery.

No palco, quase 100 atores e figurantes darão vida aos personagens da Via Sacra. Para o novo diretor, Pedro Fagundes, o projeto representa o desafio de manter viva esta importante tradição. “Fiquei honrado com o convite. Trago muita vontade de renovar, refazer, reler e representar com muita verdade. O espetáculo reúne atores e diversas gerações de algumas famílias que, com Dom Carlos Alberto Navarro, acreditaram no projeto de evangelizar através da arte”, observa Pedro.

Papa Bento XVI reza último Angelus e diz que não abandonará Igreja

AE – Agência Estado
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Em sua última oração do Ângelus como pontíficie, o Papa Bento XVI deu a bênção final de seu pontificado neste domingo da janela de seu quarto para os aplausos de dezenas de milhares de pessoas presentes na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

O papa disse que não “está abandonando a Igreja”, apesar da renúncia ao papado, que se encerrará na quinta-feira (dia 28). Bento XVI afirmou que, ao invés disso, ele servirá à Igreja com a mesma dedicação que teve até agora, mas o fará de uma maneira “mais adequada à minha idade e minha força”.

Bento XVI, de 85 anos, passará seus últimos anos rezando, meditando e em reclusão em um monastério na Cidade do Vaticano, na Itália. Antes, o papa fará sua última aparição pública, na próxima quarta-feira (dia 27), na Praça de São Pedro. As informações são da Associated Press.

Fonte: http://www.estadao.com.br

Casais feridos em colisão na BR-101, em Campos

Colisão frontal entre Gol e Fiesta próximo a praça de pedágio de Guandu neste domingo

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Dois casais saíram feridos de um acidente no final da manhã deste domingo (24/02), na BR-101(Campos/Vitória), próximo a praça de pedágio de Guandu, em Campos. O Fiesta de cor prata e placa HKQ-1321/Belo Horizonte bateu de frente com a lateral do Gol vermelho placa MTZ-7567/Vitória. Após a batida, o Gol saiu da pista, capotou e foi parar numa ribanceira.

A colisão teria sido provocada pelo motorista do Gol, quando este tentou entrar num posto de combustível sem antes ir para o acostamento. Tanto o Gol quanto o Fisesta eram ocupados por um casal. As vítimas que estavam no Gol sofreram ferimentos mais graves. Todos foram socorridos para o Hospital Ferreira Machado(HFM). O trânsito foi liberado poucos minutos após o acidente.

A ascensão do cantor Naldo: de engraxate a ídolo popular

A trajetória do menino da favela que virou um dos cantores mais famosos do Brasil atualmente

SEXO E DANÇA Naldo em pose de funkeiro romântico. Ele faz letras suaves com apelo sexual (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)SEXO E DANÇA
Naldo em pose de funkeiro romântico. Ele faz letras suaves com apelo sexual
(Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)

Roberto chegou com a proposta de conseguir uma arma com traficantes da facção que comandava o morro. Depois, pegaria uma moto emprestada. Nela, os dois melhores amigos, de 13 anos, iriam para um bairro mais abastado ali perto e, arma em punho, assaltariam pessoas na rua. Poderiam dividir o dinheiro, ajudar a família, comprar as roupas que sempre quiseram. Ronaldo sentiu medo. Pensou na prisão e na morte, mas tudo parecia levá-lo ao assalto. Queria um tênis de marca, mas a situação da família era difícil. Dividia com os pais e sete irmãos um espaço de 24 metros quadrados na Vila do Pinheiro, no complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro. Por uma fresta na janela da casa, via traficantes matar e morrer. Ronaldo notou que o amigo também tinha medo, mas topou assim mesmo. Roberto reapareceu uma semana depois, já com a arma. Desta vez Ronaldo voltou atrás. “Não”, disse ao amigo. “Pense nos nossos pais. E se a gente for preso, se morrer? Vamos dar outro jeito, cara. Sei lá, arrumar um emprego.”

A vida seria diferente se Ronaldo Jorge da Silva tivesse escolhido o caminho do crime. Hoje, conhecido como Naldo, é um dos cantores mais famosos do Brasil. Há dois verões coleciona sucessos. Em 2012, com “Chantilly”. Neste ano, com “Amor de chocolate” (“Vodca ou água de coco, pra mim tanto faz…”), a mais tocada do país e a mais baixada no iTunes. “Meu corpo quer você”, com Preta Gil, na trilha da novela Salve Jorge, ocupa o segundo lugar. “Se joga”, com o rapper americano Fat Joe, é um dos hits das festas nacionais. Naldo fez 300 shows em 2012 e apareceu em dezenas de programas de TV. Em setembro, se apresentará no Brazilian Day, em Nova York. Para entender o novo fenômeno, a reportagem de ÉPOCA caiu na estrada com Naldo e percorreu 1.131 quilômetros em dois dias, no ônibus do cantor.

ASTRO FAMÍLIA 1. Naldo e Lula bebês. Desde cedo os irmãos não se largavam; 2. A dupla em cartaz da EMI; (Foto: Arquivo pessoal)
ASTRO FAMÍLIA
1. Naldo e Lula bebês. Desde cedo os irmãos
não se largavam; 2. A dupla em cartaz da EMI
(Fotos: Arquivo pessoal)

Na noite de 26 de janeiro, Naldo chegou assustado ao local do show em Sorocaba, no interior de São Paulo. Ali perto, no caminho, um homem saltara do mato escuro e apontara um revólver para o carro. Como o veículo era blindado, o motorista acelerou, e o bandido fugiu. Passado o susto, no camarim do Clube Recreativo Campestre, Naldo seguiu sua rotina antes de se apresentar: dançou ao som de Chris Brown e rezou. Ellen Cardoso, sua mulher, conhecida como Mulher Morango, amarra os cadarços da bota de Naldo antes de ele entrar no palco.

A quantidade de shows aumentou de setembro para cá. Naldo faz até quatro apresentações por dia. Ele também administra a própria carreira, com a ajuda do sócio Marcos Menezes, diretor de uma empresa de transporte de valores. Seu sucesso é uma espécie de final feliz inesperado para uma história marcada pela pobreza e pela morte trágica de Lula, seu irmão mais velho e parceiro. Por causa dessa biografia acidentada, Naldo virou um exemplo de perseverança. Nasceu em circunstâncias desfavoráveis, insistiu na busca de um sonho e chegou quase lá – como milhões de brasileiros aspiram fazer.

O Complexo da Maré, onde Naldo cresceu, é formado por 16 favelas que se espalham às margens da Baía de Guanabara. Naldo chegou lá com a família aos 5 anos. A bronquite, provocada pela umidade do aterro recente, atingiu os oito filhos de Ivonete Maria da Silva e Manoel Jorge da Silva. Naldo foi o primeiro, ainda bebê. Desde aquela época a música estava com ele. Do único cômodo de sua casa, ouvia os hinos da Assembleia de Deus, igreja em que sua mãe era zeladora. Na igreja, começou a cantar e a tocar. Em casa, ouvia os discos que a irmã mais velha comprava: Menudos, Michael Jackson, Stevie Wonder. Compôs a primeira música aos 12 anos, para uma professora chamada Rosa Palhares: Devo muito a ti/muito fez por mim/linda rosa, te agradeço, professora. Naldo diz que ela chorou ao ouvir a música. O primeiro trabalho dele foi como engraxate, aos 11 anos. Com sua primeira féria, deu à mãe uma colcha de renda verde e rosa. Também vendia frutas com o pai no centro da cidade, numa Kombi enferrujada e sem documentos. Tímido, era péssimo vendedor. Quando Manoel voltava, encontrava as frutas e o dinheiro do troco no mesmo lugar. Lula, o irmão, sorridente e falante, vendia tudo.

1. Manoel e Ivonete Silva, os pais. Ele pediu ao filho que desistisse da carreira; 2. Naldo aos 11 anos, na ficha de engraxate de uma ONG carioca; 3. Naldo e Ellen Cardoso,  a Morango, sua mulher  (Foto: Américo Junior/ÉPOCAe Philippe Lima/AgNews)1. Manoel e Ivonete Silva, os pais. Ele pediu ao filho que desistisse da carreira; 2. Naldo aos 11 anos, na ficha de engraxate de uma ONG carioca; 3. Naldo e Ellen Cardoso, a Morango, sua mulher (Fotos: Aquivo pessoal, Américo Junior/ÉPOCA e Philippe Lima/AgNews)

Foi de Lula a ideia de seguir a carreira musical. Depois de fracassar numa dupla com um amigo, chamou Naldo. Surgiu Naldo & Lula. Com a ajuda de um vizinho, encontraram um estúdio em Bonsucesso, na Zona Norte, para gravar um CD. Fizeram aulas de canto. A mãe juntava os trocados da venda de cosméticos e dava o dinheiro do ônibus. Às vezes, o dinheiro dava só para um – e aí os dois precisavam se espremer para passar juntos na roleta. Um dia, o produtor do CD e o filho dele foram assassinados. Naldo e o irmão nunca recuperaram as gravações já feitas ou o dinheiro gasto.
Diante do revés, Naldo arrumou um emprego numa loja de bombons na rodoviária. Estourava naqueles dias o fenômeno do Bonde do Tigrão, no começo dos anos 2000. Um dia, ele descobriu que o orelhão em frente à loja estava quebrado e permitia ligar de graça. Conseguiu o telefone do produtor Bira Haway, em torno de quem giravam as bandas de sucesso. Ligou para ele durante seis meses. Bira enrolava, pedia para responder em um dia, uma semana, um mês – e Naldo voltava a ligar. Por fim, Bira cedeu. Entusiasmou-se com o som dos irmãos e levou Naldo e Lula para a gravadora multinacional EMI, sonho de qualquer artista iniciante. Os dois foram fotografados, pôsteres da dupla foram feitos. Quando anunciou o contrato com a EMI, Bira entregou a chave de um apartamento em Jacarepaguá a dona Ivonete, mãe dos rapazes. Prometeu que a família sairia da favela. O apartamento nunca se materializou, como outras promessas do produtor.

Naldo diz que o tempo com Bira não foi inteiramente perdido. Ele aproximou os irmãos da indústria fonográfica. Se hoje Naldo cuida de sua carreira com zelo de empresário, é graças a esse período. Na época, cada um dos irmãos ganhava só R$ 500 por mês. Com o dinheiro, foram morar num hotel em São Paulo. Achavam que a cidade tinha mais a ver com sua música, mais romântica. Naldo diz que chorava de saudades de casa. O hotel, no centro, era um pardieiro. Precisavam jogar perfume no colchão antes de dormir. Para piorar as coisas, Bira, a quem estavam atrelados comercialmente, desapareceu. E só com o aval dele os irmãos poderiam tocar nas rádios. A EMI cancelou o contrato de Naldo & Lula.

PALCO Naldo na turnê Na Veia. O CD que deu origem aos shows era um projeto dele e do irmão, que morreu assassinado. Hoje, Naldo faz cerca de 35 shows por mês em palcos de todo o país. (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)PALCO
Naldo na turnê Na Veia. O CD que deu origem aos shows era um projeto dele e do irmão, que morreu assassinado. Hoje, Naldo faz cerca de 35 shows por mês em palcos de todo o país. (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)

Agora as coisas são muito diferentes. No dia 27 de janeiro, Naldo deu um show no Chevrolet Hall, uma das principais casas de espetáculo de Belo Horizonte. O lugar estava cheio, e a plateia cantava todas as canções. As músicas dançantes são as favoritas do público. Nas mais românticas, a plateia esfria. O figurino e a maquiagem de Naldo se inspiram nos astros do hip-hop americano. No telão de alta definição do palco, a principal imagem é um retrato seu com cara de mau, segurando os óculos escuros no rosto com as duas mãos. É cópia de uma das imagens de divulgação do rapper Flo Rida, sucesso nas pistas dos Estados Unidos em 2012. As letras de Naldo não são poesia fina – e o público não se importa. Naldo trata de temas eróticos com alguma elegância, sem o jeitão explícito do funk do passado. Ele também canta canções que fez com o irmão. Numa delas, “Como mágica”, a plateia mostra que se lembra do autor original e levanta as mãos fazendo um L com as mãos. De Lula.

“Acho o show dele ótimo”, afirma o crítico musical Silvio Essinger, autor do livro Batidão: um história do funk. “Naldo tem uma voz acima da média, com extensão. E conhece os artifícios para conquistar o público. Desde apelar para o sentimentalismo, ao falar do irmão, até alternar entre momentos r&b e algo mais Chris Brown. Agora se apresentou com Jorge e Mateus, a dupla sertaneja, porque percebeu que, para conquistar o país, é preciso passar pelo sertanejo universitário.”

BASTIDOR Naldo ensaia no camarim antes do show em São Paulo (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)BASTIDOR
Naldo ensaia no camarim antes do show em
São Paulo (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)

A história do álbum Na veia, com que Naldo faz sucesso, é o grande símbolo de sua superação pessoal. O disco era um projeto com seu irmão. A voz de Lula está em várias faixas do álbum. Quando começaram as gravações, os dois vinham de um período bem-sucedido. A música “Tá surdo?”, da dupla, ficara 17 semanas entre as mais tocadas da cidade. Belo, o pagodeiro, gravara uma composição deles. No dia em que combinaram ir ao estúdio, Lula sumiu. Não atendia o celular e ninguém da família tinha notícias. O rapaz foi encontrado três dias depois, o corpo carbonizado numa favela. O crime até hoje não foi solucionado.

Naldo desabou. Ficou quatro meses deprimido, pensava em se vingar e desistir da música. Conhecia traficantes, podia pedir ajuda. Novamente, recusou o caminho do crime. Em vez disso, lembrou um desejo antigo do irmão e foi aprender a dançar. Matriculou-se num curso de dança e noutro de acrobacia aérea. No começo não foi fácil. Naldo caía no chão no meio de uma pirueta e lá ficava, prostrado. No Natal passado, ao vivo no programa Domingão do Faustão, Naldo chorou ao ouvir um depoimento do pai, Manoel, sobre aquela época. Num terreno escuro da favela, cansado de ver os filhos humilhados, Manoel falou: “Eu quero que vocês parem. Vendam esse carro aí, comprem uma Kombi e vão ser motoristas. Um de dia, outro de noite”. Os dois se olharam em silêncio. Naldo respondeu: “Pai, não vou parar. Sei o que eu quero para mim”. O pai nunca mais tocou no assunto.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com