Ônibus são apedrejados e motoristas agredidos durante greve no Rio

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Violência impediu circulação das linhas alimentadoras do BRT Transoeste.
Corredor expresso opera com 25% da frota e sem ligação dentro de bairros.

Passageiros aguardam em ponto de ônibus (Foto: Renata Soares/ G1)Passageiros aguardam em ponto de ônibus (Foto: Renata Soares/ G1)

As empresas Pégaso e Jabour tiveram os 60 ônibus alimentadores do BRT Transoeste apedrejados por piqueteiros quando tentavam deixar suas garagens, em Santa Cruz e Campo Grande, respectivamente, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (1º).

A agressão ocorreu em meio à greve de rodoviários. De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), o BRT Transoeste, que liga Santa cruz à Barra da Tijuca, na Zona Oeste, opera nesta manhã com 22 ônibus articulados, de uma frota média de 80 ônibus, mas apenas no corredor de ônibus expressos, sem as linhas alimentadoras nos bairros.

Em Jacarepaguá, também durante a madrugada, outra confusão entre grevistas e outros funcionários foi registrada, dessa vez na garagem da empresa Santa Maria, na Estrada Coronel Pedro Correa.

Segundo Lélies Teixeira, presidente da Rio Ônibus, que reúne as empresas rodoviárias municipais da cidade do Rio de Janeiro, ninguém ficou ferido e a Polícia Militar reprimiu as ações de vandalismo

Ação contra a paralisação
A Rio Ônibus entrou com uma ação na Justiça solicitando que a greve mantida pelos funcionários mantém desde 0h desta sexta-feira (1º) seja declarada ilegal e, por isso, suspensa.

A prefeitura determinou aos consórcios, por meio da SMTR, que coloquem a frota normal programadas nas ruas da cidade. Segundo a secretaria, a greve é parcial e há um aumento gradativo da frota nas ruas do Rio.

O presidente da Rio Ônibus garante que 30% dos coletivos estão circulando. “Está funcionando. Não por respeito à norma, mas por esforço das empresas e funcionários que estão chegando cedo e prolongando os horário.”

Ponto de ônibus em frente a garagem da Viação Real, em Manguinhos, ficou lotado por conta da greve (Foto: Renata Soares/G1)Ponto de ônibus em frente a garagem da Viação
Real, em Manguinhos, ficou lotado por conta da
greve (Foto: Renata Soares/G1)

Passageiros lotam pontos de ônibus
Com a greve dos funcionários de ônibus, os cariocas enfrentam um dia caótico na manhã desta sexta-feira. Para quem tenta ir ao trabalho, a espera por uma condução chega até uma hora. O ponto de ônibus em frente à garagem da Viação Real, na Avenida Brasil, na altura de Manguinhos, no Subúrbio do Rio, estava lotado por volta das 6h20.

Greve
O sindicato dos rodoviários do Rio de Janeiro decidiu entrar em greve a partir da meia-noite desta sexta-feira. Segundo o presidente do Sindicato Municipal dos Trabalhadores Empregados em Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Município do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio), José Carlos Sacramento, a paralisação continuará até o meio-dia apenas no município do Rio de Janeiro, quando o sindicato realizará uma nova reunião.

De acordo com Sebastião José da Silva, vice-presidente do Sintraturb-Rio e presidente da Nova Central de Trabalhadores, a paralisação será de, no máximo, 24 horas.

Já a diretora do Sindicato dos Rodoviários Ângela Maria Lourenço diz que a greve, por enquanto, é por tempo indeterminado. “Estamos aqui lutando pelos nossos direitos. Nosso piso salarial e benefícios são baixos. Recebemos R$ 100 de cesta básica e ainda descontam R$ 20. Não sabemos ainda até quando será a greve, vai depender da avaliação e também das medidas que serão tomadas”, disse Ângela, que garantiu também que em todas as 47 garagens de ônibus da cidade há um representante do sindicato:

“A greve está sendo pacífica. Não estamos forçando ninguém a fazer nada. Muito pelo contrário, a greve está acontecendo a pedido dos próprios rodoviários”, completou.

Às 7h desta sexta-feira, poucos ônibus passavam pela Avenida Brasil, na altura de Manguinhos. O movimento maior era de táxis e também de vans.

Fonte: http://glo.bo/ZP7A31