Quarto navio entregue à Transpetro tem mulheres no comando

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Texto e foto: Agência Petrobras

MostrarImagem  A Transpetro recebeu nesta quinta-feira, 17 de janeiro, no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), o navio de produtos Rômulo Almeida, quarta embarcação do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) a entrar em operação. Pela primeira vez, um navio da Marinha Mercante brasileira será comandado por duas mulheres, as oficiais Hildelene Lobato Bahia e Vanessa Cunha.

Com 183 metros de comprimento e 48 mil toneladas de porte bruto, o navio Rômulo Almeida tem capacidade para transportar 56 milhões de litros de derivados de petróleo. O navio foi concluído com um índice de nacionalização de 72%.

“A indústria naval brasileira está entrando em ritmo de linha de produção, com entregas de navios em série. Já são sete navios lançados ao mar e quatro deles em operação”, afirmou, em seu discurso, o presidente da Transpetro, Sergio Machado. O Rômulo Almeida é o quarto navio entregue pelo programa em um prazo pouco superior a um ano.

Os navios de produtos Celso Furtado e Sérgio Buarque de Holanda e o petroleiro João Cândido são as embarcações do Promef já entregues à Transpetro. Três outros navios, o petroleiro suezmax Zumbi dos Palmares, o navio de produtos José Alencar e o panamax Anita Garibaldi foram lançados ao mar para os acabamentos finais.

A paraense Hildelene Lobato Bahia, que será a comandante do Rômulo Almeida, foi a primeira mulher brasileira a atingir o posto mais alto da hierarquia da Marinha Mercante. A carioca Vanessa Cunha será a sua imediata. Na cerimônia, Hildelene recebeu a bandeira do Brasil, para ser hasteada no navio, da diretora geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard. A bandeira da Petrobras foi entregue a Vanessa pelo diretor de abastecimento da companhia, José Carlos Cosenza. Sergio Machado entregou o Diário de Bordo para o chefe de máquinas do navio, Raimundo Gomes Pereira.

Por volta das 12h15, o navio Rômulo Almeida deixou o cais do Estaleiro Mauá para a sua primeira viagem. A embarcação levará nafta petroquímica do Rio para o Terminal de Madre de Deus (BA).

Com investimento de R$ 10,8 bilhões na encomenda de 49 navios, o Promef impulsionou o ressurgimento da indústria naval brasileira. O Brasil já tem a quarta maior carteira mundial de encomendas de navios. O setor naval emprega hoje 62 mil pessoas. No início do século, eram menos de 2 mil. O Promef tem como principal premissa reativar o setor naval em bases modernas e mundialmente competitivas. Com a escala gerada pelo volume de encomendas, o programa viabilizou três estaleiros: o Atlântico Sul e o STX Promar, em Pernambuco, e o Rio Tietê, em Araçatuba (SP), que vai construir 100 embarcações para o Promef Hidrovia. Este é um projeto pioneiro que utilizará o potencial logístico da Hidrovia Tietê-Paraná para transportar etanol.

A Transpetro lançou um hotsite sobre o navio Rômulo Almeida com informações detalhadas sobre a embarcação. Clique aqui para acessá-lo.

 

Rômulo Almeida

Rômulo Barreto de Almeida nasceu em Salvador em 18 de agosto de 1914, formou-se em Direito, mas dedicou sua vida profissional ao planejamento econômico. Integrou a assessoria econômica do Presidente Getúlio Vargas, em seu segundo mandato, e deu importante contribuição para a criação de grandes estatais brasileiras, como a Petrobras e o Banco do Nordeste. Ocupou cargos públicos de destaque em governos e empresas e foi professor em importantes instituições de ensino, como a Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (Ebap/FGV) e a Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica. Era diretor de planejamento da área industrial do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), quando faleceu, em 23 de novembro de 1988, em Belo Horizonte. Foi casado com Francisca Aguiar Almeida, com quem teve três filhos.

 

Etapas da construção de um navio

Segundo tradição da indústria naval mundial, a construção de um navio tem cerimônias que marcam etapas fundamentais das obras: o corte da primeira chapa de aço, o batimento de quilha, o lançamento ao mar e a entrega ao armador.

É importante ressaltar, sobretudo, a diferença entre o lançamento ao mar e a entrega ao armador:

Lançamento ao mar – Depois de concluída a edificação do casco, o navio é batizado e lançado ao mar, para os acabamentos finais. O lançamento libera o dique para o início das obras de uma nova embarcação. O navio em construção é transferido para o cais do estaleiro.

No cais, são feitas as obras de acabamento, as interligações dos vários sistemas e os últimos testes em equipamentos. Antes da entrega, o navio é geralmente levado de novo ao dique, para a limpeza do casco. Por fim, são feitas as provas de mar – viagens de curta duração que testam o desempenho geral da embarcação.

Entrega – Após a conclusão de todas as obras e testes, o navio é certificado por uma sociedade classificadora independente e entregue ao armador, para o início das operações.

Fonte: http://www.riocapitaldaenergia.rj.gov.br