MP Eleitoral/RJ questiona pré-campanha de vice-governador

Pezão, Cabral e Paes respondem por propaganda antecipada

Luiz-Fernando-Pezao
A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) requereu a proibição judicial de todas as divulgações que caracterizam propaganda antecipada do vice-governador Luiz Fernando Pezão. Em representação ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ), o procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro pediu a suspensão em caráter liminar do site “Quem é Pezão”, de seu serviço de telemarketing ativo, de sua página pessoal no Facebook e da veiculação de vídeos e jingles sobre o político, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento das ordens judiciais.

Além do vice-governador, respondem à representação o governador Sérgio Cabral e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, cujos depoimentos infringem a legislação ao divulgar uma campanha antes de 5 de julho do ano da eleição (Lei 9.504/1997, art. 36). A iniciativa da PRE/RJ resultou de uma análise de vídeos, site e outros canais que demonstrou o desrespeito à igualdade de oportunidades buscada pela lei eleitoral.

“O desrespeito às normas eleitorais torna-se ainda mais flagrante com a produção e a divulgação de um jingle prévio de campanha ‘Quem é Pezão? Quem é Pezão?'”, diz o procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro. “As condutas contestadas revelam a intenção de conquistar o eleitorado no pleito que ocorrerá no próximo ano, por meio da apresentação da marca do pré-candidato.”


Na representação, o procurador eleitoral anexou documentos que comprovam as irregularidades cometidas por Pezão, Cabral e Paes ao anteciparem a propaganda eleitoral à revelia da legislação. Em seu pedido, Ribeiro citou a liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu as propagandas partidárias do PMDB por fatos muito semelhantes aos questionados pela PRE.

Outros pré-candidatos – A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/RJ) está analisando divulgações recentes de outros pré-candidatos no Estado do Rio de Janeiro a fim de examinar a pertinência de entrar na Justiça Eleitoral com outras ações visando a isonomia no pleito.

Mario Grangeia

Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria Regional da República – 2ª Região

SAMUEL MALAFAIA PARTICIPA DA FESTA DE 18 ANOS DO MUNICIPIO DE CARAPEBUS

O Deputado Samuel Malafaia está em Carapebus, região norte do Estado do Rio de Janeiro, participando da festa de 18 anos de emancipação político-administrativa do municipio.

Samuel-Malafaia

O Deputado e também Pastor irá ministrar um culto para a população na principal praça da cidade, a Praça Frei Baltazar, a partir das 19 horas.

Rosinha discute com ANTT novo contorno da BR-101

A prefeita Rosinha Garotinho recebeu nesta quarta-feira (13), em seu gabinete, a superintendente de Exploração de Infraestrutura Rodoviária, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Viviane Esse; representantes da Autopista Fluminense e da Secretaria Estadual de Transportes, para discutir alternativas de um novo contorno da BR-101, que não represente prejuízos para o município. Ficou definido que, em abril, a ANTT apresentará à prefeita, um novo traçado do contorno. A proposta será analisada por Rosinha e técnicos da Prefeitura e em seguida, apresentada à sociedade civil organizada.

– Esperamos essa nova proposta do traçado, vamos analisá-la e em seguida, apresentá-la à sociedade civil organizada – destacou a prefeita. “A apresentação será numa audiência pública, com a participação da ANTT, em data a ser definida. A preocupação é que esse Contorno não passe por dentro de nenhum bairro de Campos e que tire da área urbana, todo o tráfego pesado em direção ao Super Porto do Açu e ao Complexo Logístico de Barra do Furado”, disse Rosinha.

A superintendente de Exploração de Infraestrutura Rodoviária da ANTT informou que serão apresentados dois traçados e os prós e os contra de cada um. O secretário municipal de Obras e Urbanismo, Edilson Peixoto, também participou da reunião, acompanhado de assessores. Em fevereiro, a prefeita Rosinha Garotinho foi recebida em audiência em Brasília, pelo diretor Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Jorge Luiz Macedo Bastos.

Caminhoneiro é rendido e colocado na mala de um carro

Na RJ -224, estrada que liga Campos a São Francisco de Itabapoana, perto de Travessão, dois bandidos armados sequestraram o caminhoneiro Otoniel Junior, de 36 anos, quando este encontrava-se num ponto de subida da rodovia e teve que diminuir a velocidade

Segundo relato do caminhoneiro, os bandidos aparelharam um carro e apontaram armas em sua direção. Ele foi obrigado a parar no acostamento. Depois de levar coronhadas, o caminhoneiro foi colocado na mala de um carro.
O assalto ocorreu por volta das 9h, e somente por volta das 14h o caminhoneiro foi deixado em um canavial próximo a localidade de Vila de Palha, entre Conselheiro Josino e Travessão.
Os bandidos fugiram com o caminhão Mercedes Benz, cor laranja, placa GLK-3814/Vitória(ES). Depois de caminhar cerca de 800 metros, o caminhoneiro conseguiu um celular emprestado e avisou à Polícia, que ainda não tem pistas dos bandidos.

Mulher é roubada em R$ 25 mil

Na Avenida Carmem Carneiro, no bairro Jardim Carioca, em Guarus, a comerciante Regiane Pessanha Manhães, de 32 anos, proprietária da Papelaria Manacial de Vida, no bairro Custodópolis,  foi rendida por dois homens armados numa moto de cor preta.

Regiane contou a Polícia que moradores de vários bairros pagam contas da Ampla e Águas do Paraíba na sua papelaria, e ela faz o repasse para a rede bancária. Nesta tarde, por volta das 15h30, Regiane deixou sua papelaria com R$ 25 mil em dinheiro no baú de uma moto, com destino ao Bradesco.

Ocorre que, na Avenida Carmem Carneiro, na alura do IFF/Guarus, dois homens negros e baixos, armados com revólveres, numa moto de cor preta, ordenaram que ela parasse. Depois de darem duas coronhadas em Regiane, os bandidos abriram o baú e roubaram o dinheiro.

A Polícia Militar faz buscas. Os dois casos foram registrados na 146ª Delegacia Legal de Guarus.

Músicos e bailarinos fazem ato em defesa dos royalties

Vestindo roupas pretas, os jovens iniciaram o percurso por diversas ruas do Centro

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Mostrando consciência dos direitos previstos na Constituição, os jovens músicos da Orquestra Municipal de Campos e de todas as orquestras da ONG Orquestrando a Vida participaram de um ato de mobilização na luta contra a perda dos royalties do petróleo, na tarde desta quarta-feira. Os cantores do Coro e os bailarinos do Corpo de Baile Municipal, também, participaram da mobilização. Pontualmente às 18h, vestindo roupas pretas, os jovens iniciaram o percurso por diversas ruas do Centro, saindo da sede da Orquestrando a Vida, na Rua Baronesa da Lagoa Dourada.

Durante o percurso, os jovens exibiram faixas que convocam a população a participar da Grande Mobilização em Defesa dos Royalties e da Constituição, a ser realizada nesta sexta-feira, às 18h, na Praça do Santíssimo Salvador. Os músicos tocaram surdos, exibindo tarjas pretas em suas roupas, bem como velas, em uma espécie de procissão. Em casas, prédios e empreendimentos comerciais, a população parou para ver e ouvir a mensagem divulgada no protesto.

O cortejo chegou à Praça do Santíssimo Salvador, reunindo os jovens manifestantes que, graças ao trabalho na Orquestra e no Corpo de Baile municipais, administrados pelo Trianon, mudaram a realidade de suas vidas, recebendo profissionalização e colaborando com a renda de suas famílias.

– Com a redistribuição dos royalties, diversos projetos públicos serão prejudicados, muitos deles com suas atividades canceladas. No campo da cultura, Orquestra e Corpo de Baile também serão prejudicados. Estes jovens estão de parabéns, pois estão conscientes dos efeitos que todos os setores irão enfrentar. Fico orgulhoso de ver a união de todos – disse o presidente da Fundação Trianon, João Vicente Alvarenga.

Com o slogan “Tocar e lutar”, os jovens da Orquestrando a Vida mostraram empenho e união. “Não estamos aqui para lutar apenas pela manutenção de nossos projetos. Temos noção da desgraça que vai atingir o Estado do Rio e diversos municípios. Temos que lutar, unidos, por um direito que a constituição nos confere”, disse o diretor da Orquestrando a Vida, maestro Jony William.

A presidente da Oscip Clélia Serrano Dança e Arte (Cesda), também destacou a importância da união: “É uma luta que não tem bandeiras partidárias. Não podemos cruzar os braços neste momento de dificuldade”.

Ao final do ato, todos cantaram o Hino Nacional Brasileiro, interpretado por cantores do Coro Municipal de Campos. Nesta sexta, os músicos e bailarinos estarão unidos, novamente, para participar da grande mobilização, a partir das 16h, em frente à Câmara Municipal.

Homem escondia arma na cama de bebê

Na Baixada Campista, PM prendeu homem que tinha uma arma e maconha

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Policiais militares Grupamento de Ações Táticas (GAT II), Sargento Josué,e Cabos M. Ribeiro, Genivaldo  e Jorge, prenderam um homem que tinha uma arma e maconha dentro de sua casa na localidade de Poço Gordo, na Baixada Campista.

A operação policial se deu na manhã desta quarta-feira(13/03), depois de uma denuncia anônima. Ao chegarem ao local, uma casa na Rua Principal, 89, os policiais encontraram Lion de Oliveira Carvalho, de 21 anos. Ele negou ter algo ilícito na casa. Mas, os policiais fizeram uma revista e ficaram surpresos com o local escolhido por Lion para esconder uma arma: embaixo do colchão da cama do filho, um bebê de oito meses, havia um revólver calibre 38, com a numeração raspada.

Posteriormente, os policiais encontraram 30 gramas de maconha escondidas em cima da geladeira.
Lion foi autuado na 134ª Delegacia Legal do Centro, e levado para a Casa de Custódia.

Sucessão de Bento XVI

Cardeais foram escolher Papa ‘no fim do mundo’, diz Francisco I em bênção

Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi eleito no 2º dia de conclave.
Ele vai suceder Bento XVI, que renunciou ao pontificado.

Papa Francisco  (Foto: Reprodução Globo News)O Papa Francisco I faz sua primeira saudação após ser anunciado, nesta quarta-feira (13), no Vaticano (Foto: Reprodução Globo News)

O conclave elegeu nesta quarta-feira (13) o cardeal Jorge Mario Bergoglio, argentino, como novo Papa, Francisco I, sucessor de Bento XVI à frente da Igreja Católica Apostólica Romana.

Em sua primeira bênção, para uma Praça de São Pedro lotada apesar da chuva, o argentino, afirmou que “parece que seus colegas cardeais foram buscar o Papa no fim do mundo”, em uma referência à sua Argentina natal.

Ele também agradeceu ao seu predecessor, o agora Papa Emérito Bento XVI, e pediu que os fiéis orassem pelo seu pontificado que se inicia.

Francisco I também apelou pela “fraternidade” na Igreja, em sua breve aparição na varanda central da Basílica de São Pedro.

“Rezem por mim, e nos veremos em breve”, disse, acrescentando que, nesta quinta, pretende rezar para Nossa Senhora.

“Boa noite a todos e bom descanso”, finalizou, sob aplausos da multidão.

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O nome do escolhido pelos 115 cardeais foi anunciado pelo mais velho dos cardeais-diáconos, o francês Jean-Louis Tauran.

A decisão surpreendeu, pois o argentino, citado inicialmente, não aparecia nas últimas listas de favoritos, que incluíam o brasileiro Dom Odilo Scherer e o italiano Angelo Scola.

O novo Papa, um jesuíta de 75 anos, assume com a função de manter a unidade de uma igreja que, nas palavras de seu próprio antecessor, está dividida e imersa em crises.

A fumaça branca apareceu por volta das 19h08 locais (15h08 de Brasília), e foi recebida com festa pela multidão que tomava a Praça de São Pedro. Os sinos da Basílica de São Pedro tocaram.

Perfil
Nascido em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, na Argentina, Jorge Mario Bergoglio formou-se engenheiro químico, mas escolheu posteriormente o sacerdócio, entrando para o seminário em Villa Devoto. Em março de 1958, ingressou no noviciado da Companhia de Jesus (jesuítas). Em 1963, ele estudou humanidades no Chile, retornando posteriormente a Buenos Aires.

Entre 1964 de 1965, Bergoglio foi professor de literatura e psicologia no Colégio Imaculada Conceição de Santa Fé e, em 1966, ensinou as mesmas matérias em um colégio de Buenos Aires. De 1967 a 1970, estudou teologia.

Em 13 de dezembro de 1969, foi ordenado sacerdote.

Conclave
O conclave, votação secreta que escolhe o novo pontífice, foi convocado após a renúncia de Bento XVI, anunciada em 11 de fevereiro e concretizada em 28 de fevereiro.

Bento XVI saiu alegando que não tinha mais forças para a tarefa de liderar a igreja. Seu pontificado foi marcado por várias crises, pelo escândalo do acobertamento da pedofilia e pelo vazamento de documentos secretos no chamado escândalo VatiLeaks.

O conclave ocorreu após dez congregações gerais de cardeais, nas quais os problemas da igreja foram debatidos exaustivamente, em meio a muitas especulações e conversas de bastidores sobre os prováveis papáveis.

A imprensa italiana afirmou que um dos principais temas das congregações foi um dossiê preparado no ano passado, a pedido do hoje Papa Emérito Bento XVI, sobre irregularidades na Cúria Romana. Cardeais estariam pressionando pelo acesso ao documento. Questionados abertamente, o Vaticano e cardeais minimizaram a importância do documento.

Renúncia de Bento XVI
O alemão Bento XVI, desde 28 de fevereiro Papa Emérito, anunciou em 11 de fevereiro que havia decidido renunciar.

Ele foi o primeiro pontífice a renunciar em mais de seis séculos, o que criou situações praticamente inéditas para a Igreja Católica Apostólica Romana.

Desde a renúncia, Bento XVI está em Castel Gandolfo, a residência de verão dos Papas, que fica a cerca de 25 km do Vaticano. Ele permanecerá lá por dois meses e depois ficará recluso num antigo convento sobre as colinas do Vaticano, com vista para a cúpula da Basílica de São Pedro.

Fonte: http://glo.bo/ZLqNAj

‘Papável’ brasileiro sobreviveu a tiro de escopeta durante assalto

Dom João Braz de Aviz teve mais de 130 marcas de chumbo pelo corpo.
Família vive a expectativa do brasileiro suceder ao Papa Bento XVI.

O arcebispo emérito de Brasília, Dom João Braz de Aviz, um dos cinco cardeais brasileiros com chances de ser eleito o novo Papa, sobreviveu a um tiro de escopeta durante um assalto, há 30 anos. Ele ficou com “pelo menos 130 furinhos de chumbo”, conta o irmão do cardeal, o padre José Amauri de Aviz, pároco de uma igreja no Lago Sul, em Brasília.

O cardeal João Braz de Aviz na Basílica de São Pedro, no Vaticano, no último dia 6 (Foto: Max Rossi/Reuters)O cardeal João Braz de Aviz na Basílica de São Pedro, no Vaticano, no último dia 6 (Foto: Max Rossi/Reuters)

Dom João Braz de Aviz  nasceu em Mafra, interior de Santa Catarina, torce pelo Palmeiras e gosta de música caipira e de macarrão, diz José Amauri. Atualmente, o cardeal ocupa o cargo de prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, no Vaticano.

Uma vez eu falei para ele: ‘Você vê, irmão, o João Paulo II foi preciso ficar Papa para atirarem nele. Você antes já levou o tiro'”
Padre José Amauri Aviz, irmão do arcebispo emérito de Brasília, Dom João Braz de Aviz

O tiro de escopeta ele levou em outubro de 1983, quando estava a caminho de uma igreja no norte do estado do Paraná. O então padre foi obrigado a parar em uma ponte por determinação de um grupo de assaltantes que se preparava para roubar um carro-forte, segundo Amauri.

O irmão conta que Dom João Braz não se identificou como padre e permaneceu como refém até a chegada do carro forte. Quando o veículo apareceu, os bandidos tentaram pará-lo com tiros de revólver calibre 38. Os assaltantes acertaram os pneus do veículo, que acabou parando. Eles obrigaram o padre a pedir o dinheiro aos ocupantes do carro-forte.

“Dentro do carro estavam um motorista e um guardinha, com uma escopeta, uma 12, cano curto. Os bandidos, quando viram que não dava [para arrombar o carro forte], eles [disseram ao padre]: ‘Nós queremos só o dinheiro. Vai lá falar pra eles que nós queremos o dinheiro’”, afirma Amauri.

João Aviz foi alvejado por um dos guardas do carro-forte quando atendia ao pedido dos assaltantes. Segundo Amauri, o guarda atirou a uma distância de 30 metros. O tiro de escopeta espalhou chumbo em várias direções, atingindo diversas partes do corpo do hoje cardeal, entre os olhos e o tornozelo, conta o irmão. Os assaltantes fugiram.

Amauri disse que, depois de o irmão ser operado, resolveu contar as marcas de chumbo. “Eu contei até 130, mas ainda podia contar mais alguma. Ele levou muito chumbo, nenhum atingiu um órgão vital.”

Convite para missa em comemoração aos 40 anos de ordenação de José Amauri Aviz (esquerda) e Dom João Braz de Aviz  (Foto: Lucas Nanini/G1)Convite para missa em comemoração aos 40 anos de
ordenação de José Amauri Aviz (esquerda) e Dom João
Braz de Aviz (Foto: Lucas Nanini/G1)

O padre disse que um dos fragmentos de chumbo atingiu um olho, mas não deixou sequelas. “Passou por dentro do olho direito. Coisa assim de milímetros para a medula, na boca. O pulmão e os intestinos, todos com cheiro de chumbo. Isso foi um milagre. Milagre, nesse sentido, porque, veja, [os assaltantes] não tiraram dele a caneta de metal que ele tinha. Dois chumbos ficaram na caneta”, diz Amauri.

Ele afirma que o irmão permaneceu no chão por duas horas e meia à espera de socorro. Nesse tempo, Amauri diz que Dom João rezou o Pai-Nosso e pediu para que Deus o mantivesse vivo por mais dez anos. “Que [Deus] desse dez anos pra ele, que depois ele estava entregue. Depois de dez anos, fizeram ele bispo! Aí começou essa outra trajetória.”

Dom João Braz se tornou bispo ao 49 anos, em 1996, 13 anos depois de ter sido baleado. “Uma vez eu falei para ele: ‘Você vê, irmão, o João Paulo II foi preciso ficar Papa para atirarem nele. Você antes já levou o tiro’”, brinca o padre Amauri.

Expectativa da família
Segundo o padre José Amauri de Aviz, nada mudou na rotina da família e do próprio arcebispo depois da renúncia de Bento XVI e da possibilidade de Dom João Braz de Aviz se tornar o primeiro Papa brasileiro da história.

O padre José Amauri Avis, irmão do arcebispo emérito de Brasília, Dom João Braz de Aviz, cardeal brasileiro que pode ser escolhido sucessor de Bento XVI (Foto: Lucas Nanini/G1)O padre José Amauri Aviz, irmão do arcebispo emérito de Brasília, Dom João Braz de Aviz, cardeal brasileiro que pode ser escolhido sucessor de Bento XVI (Foto: Lucas Nanini/G1)

“Ele não mudou em nada sua postura. Na nossa família estamos na expectativa. Os que rezam estão rezando. Os que estão unidos entre nós estão na expectativa.”

Amauri afirma que a Igreja Católica está caminhando para uma reforma e que a eventual eleição do irmão como Papa reforça a ideia de unidade buscada pela instituição. “O João não é sozinho se for [eleito Papa]. Primeiro estão os brasileiros, leigos, padres, bispos, as comunidades, em função do lema ‘que todos sejam um’.”

De acordo com o padre, o candidato a Papa adotou o lema quando tinha 11 anos e estudava com padres missionários do movimento católico italiano “Focolares”, em Assis, interior de São Paulo. Amauri diz que o movimento prega a ideia de uma igreja mundial, uma proposta de unidade, “que todos sejam um”. “Interessante que esse vai ser o lema do bispo João, e depois do cardeal, que é um presságio do que a Igreja está precisando hoje.”

Amauri disse que conversou com o irmão sobre a possibilidade de ele ser o próximo Papa, mas que Dom João não falou muito sobre o assunto. “Perguntei para ele sobre isso e ele disse: ‘O conclave vai começar e eu vou ao conclave’.

‘Desígnio de Deus’
Dom João Braz de Aviz é um homem comunicativo, objetivo, atencioso, firme e capaz de preparar uma agenda de atividades para o ano todo, define o irmão. Segundo Amauri, ele é “organizado de uma forma que produz”.

Ele nunca duvidou que seria padre, desde a primeira infância. Eu creio que meu irmão tem um desígnio e Deus o prepara para cargos maiores dentro da Igreja. Ele pode suceder o Papa que o nomeou apenas um ano depois que ele chegou em Roma”
Padre José Amauri Aviz

“Ele é um homem do diálogo, fruto da sua verdadeira compreensão do ser humano. Ele é acessível nos momentos de acessibilidade. Ele não gasta tempo com isso, mas aplica o tempo. Cada ser humano não tem diferença. O Papa, os cardeais ou o mendigo que vê na praça, ele trata com o mesmo respeito. Ele vive sua convicção cristã. Ele tem muita vivência da fraternidade com todos.”

O candidato a Papa começou a se preparar para o sacerdócio aos 9 anos, quando ele e o irmão Amauri estudavam em um colégio religioso na cidade de Itaiópolis, em Santa Catarina. Dom João Braz e Amauri foram ordenados padres no mesmo dia, em 26 de novembro de 1972.

O cardeal havia acabado de retornar de Roma, onde se formou mestre em Teologia Dogmática, aos 25 anos. Em pouco mais de 40 anos como religioso, ele foi bispo auxiliar de Vitória, no Espírito Santo, bispo de Ponta Grossa e arcebispo de Maringá, no Paraná, antes de chegar à capital federal para chefiar a Arquidiocese de Brasília, em 2004.

Há dois anos vivendo no Vaticano, ele foi nomeado cardeal pelo Papa Bento XVI em fevereiro de 2012. “Ele nunca duvidou que seria padre, desde a primeira infância. Eu creio que meu irmão tem um desígnio e Deus o prepara para cargos maiores dentro da Igreja. Ele pode suceder o Papa que o nomeou apenas um ano depois que ele chegou em Roma”, afirma o padre Amauri, que viveu com o irmão na capital federal durante dois anos.

Amauri é o mais velho entre oito irmãos do candidato a Papa e trabalha na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Brasília. Dom João Braz é o segundo filho. Dos sete irmãos do cardeal, três vivem no Distrito Federal e quatro em Curitiba, no Paraná.

Fonte: http://glo.bo/ZI7B4i