Entrada franca: Oswaldo Montenegro lança seu filme “Solidões” e bate papo com o público no Teatro SESI Campos e Itaperuna

Premiado e elogiado pela crítica com “Léo e Bia”, seu primeiro longa-metragem, Oswaldo Montenegro está lançando “Solidões”, que conta com Vanessa Giacomo e o próprio Montenegro no elenco.
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Com apresentação única do filme em cada cidade …

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Recuperação do Mirante da Granja Guarani poderia ter começado já em 2010

A Secretaria Municipal de Cultura de então não executou projeto aprovado pelo INEPAC dando formas originais e revitalizando um dos mais conhecidos pontos turísticos de Teresópolis

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O que sobrou do Quiosque das Lendas, na Granja Guarani
Foto: Divulgação

Construído em 1929 por Arnaldo Guinle, em estilo neocolonial e todo revestido de azulejos pintados pelo português Jorge Colaço, o Mirante da Granja Guarani foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro, INEPAC, em 1982, e pela Lei Orgânica Municipal, em 1988. Sua doação e de parte do terreno da propriedade ao Município, decidida em audiência na Comarca de Teresópolis no dia 8 de setembro de 2010 — em Ação Civil Pública, processo: 0006041-82.2006.8.19.0061(2006.061.005959-3) —, daria início à restauração pelo INEPAC, seguindo projeto de arquitetura criado pelo mesmo Instituto. Mas o Mirante da Granja Guarani continua abandonado até hoje, deteriorando-se e sendo “engolido” pelo matagal que o cerca.

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Legenda: Deputado Salomão observa o que sobrou do Quiosque das Lendas, na Granja Guarani
Foto: Divulgação

 

“Há um projeto de reforma pronto desde 2010, que só não foi em frente porque a Prefeitura não escriturou a doação do terreno, acordada na Justiça”, afirmou o deputado estadual Nilton Salomão, que possui uma cópia em papel e outra em 3D do projeto detalhado do INEPAC. “Ou seja, a Prefeitura tem que cumprir o seu papel e fazer a escritura da área que recebeu em doação e informar ao Estado, que terá a obrigação de fazer a restauração, através do INEPAC. O desejo da população é de recuperar essa parte da história de Teresópolis”, completou Salomão.

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Legenda: Deputado Salomão observa o que sobrou do Quiosque das Lendas, na Granja Guarani
Foto: Divulgação

 

A arquiteta Christiane Lemos Ammon, da Secretaria Estadual de Obras — que é a autora do projeto de restauração do Quiosque das Lendas (nome original do Mirante da Granja Guarani) —, reforça o que diz o deputado. “Na verdade, a Prefeitura não manifestou interesse pelo projeto. O proprietário entregou a planta com o desmembramento e o INEPAC fez todo o encaminhamento. Só faltava a Prefeitura averbar em cartório, oficializar a doação do imóvel, com a planta do desmembramento”, explicou a arquiteta. Não sei por quê não o fez. Parece que não houve interesse; o que é estranho, pois, pelo acordo judicial, o Município só precisaria fazer a manutenção do imóvel e da sua área externa, como faz com qualquer praça, por exemplo. Os custos seriam todos do Estado. Faltou vontade mesmo”, concluiu Christiane.

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Como resultado do acordo judicial entre o Ministério Público, o proprietário, Jorge Alberto Cadaval Mereb, e o Município, caberia ao então secretário de Cultura em 2010, Wanderley Peres, iniciar os trâmites legais e o processo concreto de recuperação do mirante. Mas ele não o fez. “E nem podia. A decisão do Dr. Olmo (juiz) resolveu parte do problema, mas não definiu, por exemplo, a área exata a ser tombada, a área passível de obras e a parte que caberia continuar com o proprietário, que queria construir um condomínio de casas no local. Imagina se a Prefeitura começa as obras e o INEPAC vem e diz que elas estão na área tombada e cobra multa? Estamos esbarrando em um TAC com o Ministério Público”, justifica Wanderley.

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       “O Termo de Ajustamento de Conduta, TAC, dispensa o processo de conhecimento pela Justiça. O procedimento vai para a Justiça para que seja executado o que está previsto no TAC somente nos casos em que uma das partes não cumprir o que foi acordado. Qualquer das partes pode entrar com ação de execução”, explica o site do Ministério Público.

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O diretor geral do INEPAC, Dr. Paulo Eduardo Vidal Leite Ribeiro, também desmente o secretário Wanderley sobre a questão da delimitação exata do terreno a ser doado e do remanescente, que continuará com o proprietário. “Isso é um equívoco. A área já está delimitada e com projeto aprovado, conforme acordo feito em juízo. Mas, falta legalizar a doação para que possamos começar a obra de restauração. O Estado não pode investir recurso público em propriedade privada”, explicou o Dr. Paulo Eduardo. “Tenho informações recentes de que o proprietário agora estaria condicionando a oficialização desse acordo com a Prefeitura ao perdão de todas as suas dívidas com o IPTU, mesmo após decisão judicial mandando ser cumprido o acordo. Ele é o responsável por manter o bem tombado, pois está em sua propriedade. Se não o fizer, nós o acionaremos de novo”, revelou.

O diretor do INEPAC explicou, inclusive, que a dotação orçamentária do instituto está reduzida porque os recursos para a reforma do mirante estão sendo retidos. “Estamos nas mãos do binômio proprietário-Prefeitura de Teresópolis desde a época do acordo definitivo na Justiça, em 2011. Enquanto não desatarem esse nó, o INEPAC não pode iniciar nada. Temos limitações jurídicas”, afirmou ele.

Wanderley Peres se explica: “Vou ter uma audiência com a Promotora, Dra. Anaíza Malhardes, do Ministério Público, e com a Procuradora Municipal, Dra. Rosilda, para levantar todos os passos em busca de um melhor caminho. A Prefeitura tem interesse em resolver esse problema o mais rápido possível”, garantiu.

A Prefeitura demarca a área e o Estado reforma

     O texto da Audiência de Instrução e Julgamento do dia 8 de setembro de 2010 esclarece a situação, confirmando o que diz o Dr. Paulo Eduardo e desmentindo o secretário:

“(…) Aberta a audiência, proposta a conciliação, foi elaborada nos seguintes termos: 1 — Considerando que o Réu não se opôs à doação da área onde o mirante Guarani se encontra instalado (fls.708/710), foi acordado que este doará ao Município, até o dia 31 de dezembro de 2010, o referido mirante e a respectiva área descrita na planta (o grifo é do repórter) de fl. 676 (…), sob a condição de que o Estado do Rio de Janeiro realize a restauração do bem doado (…); 2 — O Estado do Rio de Janeiro, por meio do INEPAC — Instituto Estadual do Patrimônio Cultural —, realizará a restauração do referido mirante, conforme projeto apresentado nesta audiência, elaborado no ano de 1993, por Sra. Christiane Lemos Ammon, funcionária do Estado do Rio de Janeiro (grifo do repórter); 3 — O Estado do Rio de Janeiro realizará a restauração por meio de dotação orçamentária prevista para o ano de 2011, no valor de R$ 500.000,00, ou outros recursos que porventura venham a ser aportados; 4 — A restauração deverá ser realizada no prazo máximo de 36 meses contados a partir de 1º de janeiro de 2011; 5 — O Município deverá manter as condições do bem restaurado e geri-lo para sua visitação pública; 6 — No restante da área de propriedade do Réu (área remanescente constante da planta de fl. 676), abaixo da linha do mirante, poderá ser utilizada para outras construções, mediante aprovação do INEPAC e do Município, desde que nenhuma construção ou elemento ultrapasse a altura do piso do mirante. (…)”.

Na audiência final (de conciliação, bem-sucedida), no dia 16 de março de 2011, o Juiz Dr. Márcio Olmo Cardoso homologou o acordo e julgou extinto o processo, mandando oficiar-se ao INEPAC, “(…) determinando a averbação do tombamento do Mirante da Granja Guarany às margens da matrícula do imóvel doado ao Município de Teresópolis (…)” . E concluiu: “Nada mais havendo a presente audiência foi encerrada às 18:39h” (Márcio Olmo Cardoso. Juiz de Direito).

Nesta última audiência, que deu por encerrado o processo, há dois itens esclarecedores na “proposta de conciliação aceita”:

“(…) 2 — O Réu desiste das ações em trâmite nos Juízos das 2a. e 3a. Varas Cíveis de Teresópolis (processos nº. 2008.061.007893-2 e 2008.061.007895-6) ajuizadas em face do Estado do Rio de Janeiro, com o que concordou a parte contrária (grifos do repórter); 3 — O Réu apresentará a planta e o memorial descritivo do imóvel (área doada e área remanescente), no prazo de 10 dias a contar desta data, para que o Município de Teresópolis proceda à demarcação, ao remembramento e ao desmembramento dos lotes do terreno, bem como seu registro no Cartório Geral de Imóveis (…)”.

Resumindo: a Prefeitura de Teresópolis só precisaria cumprir o acordo judicial, registrando a doação em cartório, e o Estado iniciaria as obras, no valor de R$ 500 mil à época.

Vândalos e até o proprietário são responsabilizados pela deterioração do imóvel

Wanderley insiste: “O Estado só liberou recursos para as obras, mas a desapropriação (sic.) ficaria a cargo da Prefeitura. O proprietário quer mais que o dinheiro; talvez uma isenção de impostos, já que ele arcaria com a manutenção dos outros 80%, por exemplo, caso a parte tombada fosse definida como 20%. Será que a Prefeitura teria recursos suficientes para pagar o valor real da desapropriação?”, argumenta o ex e atual secretário de Cultura. E completa: “A culpa pela deterioração da área é do proprietário e de vândalos que a invadem, pois ainda não foi resolvida toda a questão; há ainda uns cinco ou seis processos pendentes” afirma Wanderley Peres. O secretário diz que insinua-se, na cidade, até que Mereb, o dono do terreno, é o incentivador do processo de deterioração, para ter o total da área de volta.

A questão maior é a recuperação rápida de um patrimônio cultural e arquitetônico de Teresópolis. “Todos os pontos turísticos da cidade estão abandonados. Os dois únicos pontos de diversão que trazem turistas para a cidade são o Dedo de Deus e a Feirinha do Alto. O Lago Iacy, na Granja Guarani, possui brinquedos quebrados enferrujados, grade cortada e mato no lugar de lago. O Quiosque das Lendas, local que transpira arte e cultura, situado entre os caminhos sinuosos da Granja Guarani, onde se desfruta de um amplo e belo panorama da Serra dos Órgãos, está abandonado”, declarou a um jornal carioca Leonardo Calazans, da Associação de Moradores e Amigos da Granja Guarani, AMAGG, que luta pela revitalização e recuperação do bairro.

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A obra que procura um restaurador

O chamado Quiosque das Lendas tem arquitetura neocolonial e é todo revestido com azulejos pintados em Lisboa pelo famoso pintor português Jorge Colaço. As peças têm a predominância de traços de azul sobre branco, com imagens que traduzem quatro lendas indígenas: “O dilúvio”; “O anhangá e o caçador”; “A moça que saiu para procurar marido”; e “Como apareceu a noite”. O projeto do INEPAC recupera os azulejos e as estruturas arquitetônicas do quiosque, mais popularmente chamado de “mirante” pela bela vista que se desfruta de todos os seus lados.

Fonte: Ney Reis (jornalista)

Sentença que mudou a rota de uma vida

João Baptista Herkenhoff

 Dentre as milhares de decisões que proferi na carreira de juiz, há uma que me traz uma lembrança especial porque mudou a rota de uma vida.

A sentença a que me reporto veio a se tornar muito conhecida porque pessoas encarregaram-se de espalhá-la: por xerox, primeiramente; depois por mimeógrafo; depois por e-mail; finalmente, veio a ser estampada em sites da internet. Primorosos trabalhos de arte foram produzidos a partir do caso, por pessoas que não conheço pessoalmente: Odair José Gallo e Mari Caruso Cunha (versões sonoras e com imagens).
A protagonista do caso judicial chamava-se Edna.
Hoje, aos 76 anos, a memória visual me socorre. Sou capaz de me lembrar do rosto de Edna e do ambiente do fórum, naquela tarde de nove de agosto de 1978, há trinta e cinco anos portanto. Uma mulher grávida e anônima entrou no fórum sob escolta policial. Essa mesma mulher grávida saiu do fórum, não mais anônima porém Edna, não mais sob escolta porém livre.
Após ouvir, palavra por palavra, o despacho que a colocou em liberdade, Edna disse que se seu filho fosse homem ele iria se chamar João Batista. Mas nasceu uma menina, a quem ela deu o nome de Elke, em homenagem a Elke Maravilha.
Edna declarou no dia da sua liberdade: poderia passar fome, porém prostituta nunca mais seria.
Passados todos estes anos, perdi Edna de vista. Nenhuma notícia tenho dela ou da filha. Entretanto, Edna marcou minha vida. Primeiro, pelo resgate de sua existência. Segundo, pela promessa de que colocaria no filho por nascer o nome do juiz. Era o maior galardão que eu poderia receber, superior a qualquer prêmio, medalha, insignia, consagração, dignidade ou comenda.
Lembremo-nos de Jesus diante da viúva que lançou duas moedinhas no cesto das ofertas:
“Eu vos digo que esta pobre viúva lançou mais do que todos, pois todos aqueles deram do que lhes sobrava para as ofertas; esta, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que possuía para viver.” (Lucas, 21, 1 a 4).
Edna era humilde e pobre. Sua maior riqueza era aquela criança que pulsava no seu ventre. Ela não me oferecia assim alguma coisa externa a ela, mas algo que era a expressão maior do seu ser. Se a promessa não se concretizou isto não tem relevância, pois sua intenção foi declarada. O que impediu a homenagem foi o fato de lhe ter nascido uma menina. Em razão do que acabo de relatar, se eu encontrasse Edna, teria de agradecer o que ela fez por mim. Edna me ensinou o que é ser juiz. Edna me ensinou que mais do que os códigos valem as pessoas. Isso que eu aprendi dela tenho procurado transmitir a outros, principalmente a meus alunos e a jovens juízes.
Segue-se a íntegra da decisão extraída da folha 32 do Processo número 3.775, da Primeira Vara Criminal de Vila Velha:
A acusada é multiplicadamente marginalizada: por ser mulher, numa sociedade machista; por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta; por ser prostituta, desconsiderada pelos homens, mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo; por não ter saúde; por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si, mulher diante da qual este juiz deveria se ajoelhar, numa homenagem à Maternidade, porém que, na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia.
         É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho: liberdade para Edna e liberdade para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo tão injusto com forças para lutar, sofrer e sobreviver.
         Quando tanta gente foge da maternidade; quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento, são esterilizadas; quando se deve afirmar ao mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da Terra e não reduzir os comensais; quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum, com o feto que traz dentro de si.
         Este Juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua Mãe, se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão.
Saia livre, saia abençoada por Deus, saia com seu filho, traga seu filho à luz, que cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, algum dia cristão.
         Expeça-se incontinenti o alvará de soltura.
João Baptista Herkenhoff é Juiz de Direito aposentado, palestrante e escritor. Foi um dos fundadores da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória. Tem participado de debates e dado entrevistas à televisão. O escrito acima integra o livro Encontro do Direito com a Poesia – crônicas e escritos leves – GZ Editora, Rio de Janeiro.

Novidades esse ano no Jornal O Campista

Jornal O Campista vem ai na versão impresso e totalmente inovado um jornal mensal com qualidade total de impresso e mátrias exclusivas um deleite aos nossos leitores do que a de melhor em moda esporte desenhos e quadrinhos e muito mais venha você também fazer parte de nosso novo jornal mande seu e-mail fotos e noticias para nossa redação e seja um repórter do nosso site as melhores matérias enviadas podem render prêmios para as pessoas cadastradas em nosso site para se cadastrar só enviar
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As pontes.

  Pontes são objetos que usamos para ligar e diminuir a distância entre os lugares. Um atalho, um caminho mais inteligente por economizar tempo para que estejamos com outras pessoas aproveitando cada minuto. Outro dia estava pensando sobre as pontes, mas as que construímos para chegar mais perto do coração das pessoas: as pontes emocionais. Sorrisos são pontes emocionais, gentileza é uma ponte emocional, abraços, bilhetes, compaixão, solidariedade, atenção, presentes que tenham tudo a ver com as histórias vividas… Tudo isso nos leva direto ao coração das pessoas. Imagino então que seja só fazer cada uma dessas coisas e que isso é muito fácil. Claro que não! Infelizmente, ao invés de criarmos pontes, preferimos dar voltas em torno do nada e, naquela hora do abraço apertado simplesmente viramos as costas; e na hora exata onde temos que sorrir, fechamos a cara. Vivemos assim porque ainda não aprendemos que o caminho mais curto ao coração das pessoas é proporcional ao tempo mais longo com elas. Sofremos porque é mais fácil lidar com ferragens e concretos do que com emoções que não compreendemos. Porque, em algum momento lá no início, ouvimos e acreditamos que o amor é fraco. O Amor é a maior força do universo, o Amor é o que nos mantém vivos, é o que nos permite suportar as adversidades. Fraco é quem decide caminhar ao lado das pessoas durante toda a vida para descobrir no fim que nunca esteve com elas.

                                              Flávia Marques

Enquanto isso no Farol problema com transporte público

 Durante a semana de segunda a quarta Feira em farol não tem quase nada para os veranistas que estão em farol de férias o ônibus de hora em hora uma vergonha já sai de casa para campos de manha cedo e fui de casa a rodoviária e não encontrei nenhum ônibus está faltando ônibus para os moradores e veranistas um só ônibus para cobrir toda a área não tem condição, mas fácil achar o trenzinho que o transporte publico nas ruas de Farol de São Tomé.

Rodoviaria de Farol

Otimismo em alta: uma ótima maneira para iniciar o ano.

Odilon Medeiros*

 Final de ano é uma época de realizar balanços. Já no início, normalmente começamos a fazer projetos e pensar nas mudanças que pretendemos fazer na nossa vida. E para contribuir com essas mudanças, proponho que coloquemos mais otimismo no nosso cotidiano.

otimismo

Será que temos razão para isso?

De acordo com o barômetro global de esperança e felicidade, pesquisa realizada mundialmente pela WIN-Gallup International Association, que é a maior rede independente do mundo de pesquisas de opinião, com resultados bem fresquinhos já que foi apresentada no dia 30 de dezembro de 2012, 35% da população do mundo, ou seja, a maioria das pessoas está esperançosa sobre as perspectivas econômicas para 2013. É importante destacar que pesquisa envolveu 55.817 homens e mulheres de 54 países. Estariam todas elas erradas?

Algum incrédulo pode até dizer que estamos falando de expectativa e que entre a expectativa e a possibilidade de concretização há uma distancia muito grande. É verdade, mas é verdade também que essa visão contrária é uma estratégia do cérebro humano para a motivação, que, cientificamente falando, chama-se de “viés otimista”. Em outras palavras, é a tendência dos nossos neurônios de pender para o otimismo ao projetar o futuro.

O escritor científico Matt Ridley afirma que “o mundo nunca foi um lugar tão bom para se viver” e consegue listar 23 razões para fortalecer a teoria. Algumas das quais quebram paradigmas. Por exemplo, ele afirma que os ricos estão mais ricos, mas que os pobres hoje têm muito mais qualidade de vida. Em sua opinião, mundialmente falando, em 20 anos essa classe social dobrou o consumo, hoje os chineses vivem 28 anos a mais que há 50 anos e os nigerianos são duas vezes mais ricos e também vivem mais.

Ridley fala ainda que há muito interesse no pessimismo. Segundo ele, nenhuma instituição beneficente conseguiria auxilio se informasse que estava tudo bem e que boas notícias não dão manchetes. Será?

Até agora só discutimos sobre o lado racional do otimismo. Mas será que a ciência fala algo sobre o lado emocional? Fala sim. Em um deles, realizado no Instituto de Saúde Mental, na Holanda, com 545 participantes, constatou-se que em homens que acreditavam na realização dos seus projetos, houve redução de até 50% nas mortes por males cardiovasculares. Para o líder do trabalho, “essa postura provavelmente estimula o organismo a liberar substâncias como a serotonina e a dopamina, que afastam o nervosismo e protegem os vasos”.

No caso das mulheres, estudos realizados durante oito anos por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, que acompanharam quase 100 mil mulheres durante oito anos, comprovaram que as otimistas apresentam um risco 9% menor de desenvolver problemas cardíacos e 14% menos probabilidade de morrer devido a qualquer outra doença sem ser do coração. A razão disso? “Quem pensa positivo costuma fumar menos, se alimentar melhor e se exercitar mais, sem contar que tem menor tendência a desenvolver depressão, estresse e pressão alta” comenta a autora da pesquisa, Hilary Tindle.

As pessoas que são espiritualistas afirmam que iniciar qualquer projeto acreditando que dará certo, já possuem grandes possibilidades de desta ideia se concretizar. Mas terá alguém que comece pensando o contrário? Em caso positivo, por que começou?

Além do mais, o otimismo aumenta a autoestima e facilita os relacionamentos. Afinal, quem gosta de conviver com pessimistas?

Só tenha cuidado para não se tornar uma Pollyanna. Lembre-se que é possível ser otimista e obter todos os benefícios oriundos desta postura sem fugir da realidade.

Diante do que foi dito, que balanço você faz da sua vida? Ano a ano a sua condição de vida está melhorando também? Sim? Ótimo. Não? Seja sincero, você está contribuindo para mudar esse cenário?

Aproveite que o ano está começando, faça um balanço, elabore um plano de ação com metas possíveis de serem alcançadas.

 

Lembre-se que o mundo vai ter a cor que você escolher. Procure ser feliz. Que assim seja!

 

(*) Odilon Medeiros – Consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas Contato: om@odilonmedeiros.com.br / www.odilonmedeiros.com.br